Como funciona a validação do título de eleitor
O título de eleitor é formado por 12 dígitos divididos em três blocos com significados distintos. Os 8 primeiros dígitos compõem o número sequencial do eleitor, atribuído no momento do cadastro. As posições 9 e 10 formam o código do estado (UF) em que o título foi emitido originalmente, variando de 01 (São Paulo) a 28 (que representa eleitores no exterior). Por fim, as posições 11 e 12 são os dígitos verificadores, calculados a partir do sequencial e do código de estado por meio do algoritmo de módulo 11, adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reduzir erros de digitação e fraudes simples.
Para validar um título, o primeiro dígito verificador é obtido multiplicando cada um dos 8 dígitos do sequencial por pesos decrescentes (de 2 a 9), somando os resultados e aplicando o resto da divisão por 11. O segundo dígito verificador segue lógica semelhante, considerando os 2 dígitos do código de estado mais o primeiro dígito verificador já calculado, com pesos de 7 a 9. Há uma particularidade importante: São Paulo (código 01) e Minas Gerais (código 02) usam uma regra especial, em que um resto igual a zero resulta em dígito verificador 1, em vez de 0, porque essas duas UFs já tinham títulos emitidos antes da padronização nacional do dígito verificador. Esta ferramenta aplica exatamente essas regras em tempo real, enquanto você digita, incluindo a verificação de que o código de estado informado corresponde a uma UF reconhecida pelo TSE.
Título matematicamente válido não é o mesmo que título existente
É importante entender uma distinção fundamental: esta ferramenta valida apenas aestrutura do número, ou seja, se o código de estado é reconhecido e se os dígitos verificadores estão corretos de acordo com o algoritmo do TSE. Isso não significa que o título foi de fato emitido, que pertence a algum eleitor real, ou que está com a situação eleitoral regular. Um título pode passar em todos os testes matemáticos e, ainda assim, nunca ter sido cadastrado, estar cancelado por falta de votação, suspenso ou pendente de regularização perante a Justiça Eleitoral.
Para confirmar a existência e a situação eleitoral real de um título, a única fonte confiável é a consulta oficial disponibilizada pelo TSE, seja pelo site do Tribunal, seja pelo aplicativo e-Título, que cruzam o número com a base nacional de eleitores. Nenhuma ferramenta que funcione apenas com cálculo matemático, como esta, consegue substituir essa consulta.
Seus dados não saem do navegador
Assim como acontece com a validação de formato de outros documentos brasileiros, a verificação da estrutura do título de eleitor pode ser feita inteiramente no lado do cliente. Por isso, o número que você digita aqui é processado apenas em JavaScript, dentro do seu próprio navegador: nada é enviado, registrado ou armazenado em qualquer servidor. Isso torna esta ferramenta segura para conferir rapidamente se um título de eleitor foi digitado corretamente antes de preencher um formulário, sem qualquer risco de vazamento do número informado.